sexta-feira, 21 de maio de 2021

 


Em sua VI carta, de 20/05/21 o grupo Maçons pela Democracia pede impeachment de Bolsonaro, justiça para o Jacarezinho e apoia CPI da Covid-19.

Veja o video  desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=xdDVpeuynjA

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

IMPEACHMENT JÁ!

TODO APOIO À CPI DA COVID-19

JUSTIÇA PARA JACAREZINHO

Os irmãos vinculados ao Grupo Maçons pela Democracia reafirmam que não falam em nome de nenhuma loja nem potência maçônica e sim com base em convicções pessoais sobre o dever cívico de um maçom.

O discurso apolítico e antidemocrático é incompatível com os princípios da tríade – Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Por isso, não admitimos a ditadura, os regimes absolutistas e tampouco os preconceitos.

“Não convivemos com corruptos ou conspiradores!” – escreveu em nota conjunta a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (COMAB) em março de 2020, que subscrevemos.

A pandemia da Covid-19, que já ceifou mais de 440 mil vidas de brasileiros, aponta-nos a marca de 700 mil mortos até o fim deste ano. E o Brasil é mundialmente avaliado com o pior desempenho em tratar a doença.

Falta vacina, o único medicamento disponível capaz de evitar a contaminação. Os civis e militares que ocuparam o Ministério da Saúde não usaram, sequer, as verbas que lhes foram destinadas. A atitude, de tão irresponsável, fez com que o ministro Gilmar Mendes os advertissem para que não associassem suas imagens a de um genocídio.

O presidente da República debocha da dor dos mortos e incentiva medidas que só servem para agravar a situação e ainda põe em dúvida que as mortes estejam ocorrendo.

A ministra dos Direitos Humanos ameaçou com prisão, numa reunião ministerial, os governadores que estão cumprindo as determinações da Organização Mundial de Saúde – OMS.

A subserviência a potências estrangeiras, especialmente aos EUA, é incondicional. Quando o então candidato Bolsonaro se deixou filmar, prestando continência à bandeira americana, em meio a um coro de “USA”, não fazia simples jogo de cena. Nossas riquezas naturais e empresas estatais são entregues a preço vil. A Petrobras está sendo destruída por uma política de preços suicida, que faz o nosso parque de refino trabalhar com uma ociosidade de 30%, que são importados do exterior, queimando divisas, gerando dívida externa e dependência econômica.

A engenharia nacional foi desmantelada, podendo-se dizer o mesmo da construção naval, responsáveis por boa parte dos empregos no Brasil. Além dos postos de trabalho suprimidos, são extintos direitos dos trabalhadores, conquistados há mais de 90 anos. É crescente a desigualdade social, acelerada pelo desemprego.

O ministro da Economia, com incontida exacerbação, mostra-se “indignado” porque as pessoas ainda conservam cheias suas geladeiras. Logo em seguida, na mesma reunião ministerial, se vangloria que já havia conseguido “colocar a granada no bolso do inimigo”, que permanece há dois anos sem reajuste. O “inimigo” é o funcionalismo público. Como se entrega a condução da economia de um país a um monstro como esse?

Seu colega do Meio Ambiente sugere que se aproveitem os danos da Covid-19 para “deixar a boiada passar”. A expressão canalha significa liberar as regras, já suaves, que disciplinam a proteção ao meio ambiente. O ex-chefe da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Notícia-Crime denunciando Ricardo Salles por crimes de advocacia administrativa, organização criminosa e obstrução a operações.

A Educação e a Cultura são os alvos permanentes dos que tomaram o poder. Evidencia-se o ódio à Ciência e ao conhecimento, de forma geral.

Chegamos ao ponto de um mandatário confundir sua imagem à do crime organizado e defender, publicamente, as quadrilhas chamadas de “milícias”. A infiltração nefasta dessas quadrilhas se dá em grau intenso no Rio de Janeiro e já atinge outros estados, participando e orientando, inclusive, greves de policiais. O Supremo Tribunal Federal, que tem dado mostras de tentar resistir a essa desgraça, com inquéritos abertos, investigações supervisionadas e decisões corajosas, vai desvendando o véu da cumplicidade para encobrir a sordidez dos crimes. Por isso, enfrenta a virulência de constantes ataques, tendo o ódio como o grande agente catalisador.

Nesses protestos, em que são vistas bandeiras de outros países, pedidos de intervenção militar, manifestações de intolerância religiosa e racismo, é chocante o baixo nível moral e intelectual dos participantes, que sequer sabem pelo que lutam ou o que defendem. Se não forem detidos a tempo, esses golpistas vão transformar instituições prestigiadas num valhacouto de delinquentes, protegendo seus comparsas que estão no poder. Ou se resgata, já, o que resta de Brasil, ou não será possível prever aonde chegará esse ataque sem precedentes à Nação que sonhamos legar aos brasileiros.

Essa é a responsabilidade dos ministros do STF e do sucesso da Comissão Parlamentar que investiga a condução do combate a Covid-19, aos quais hipotecamos total apoio.

Há pouco, a polícia promoveu, na favela do Jacarezinho, uma chacina sem precedentes na história da cidade. A “operação” foi “planejada” em uma reunião a portas fechadas do governador do Rio de Janeiro com o presidente da República, para cumprir vinte e um mandados de prisão. Foi um fracasso retumbante: apenas três foram cumpridos, três dos procurados foram mortos, deixando um saldo de muitos feridos e 28 mortos, inclusive um policial.

Noticia-se que o real objetivo da ação foi intimidar os opositores do governo federal que enfrenta a indefensável apuração de sua negligência e leviandade na condução do combate a Covid-19. Não é difícil reconhecer na ação um afrontoso desrespeito ao STF, que havia proibido esse tipo de procedimento durante a pandemia. Nossa Suprema Corte é acusada por essa escória política, reunida na extrema direita, de ser responsável por tudo de mau
que acontece ao Brasil.

Independentemente da conceituação jurídica de genocídio, a morte está se banalizando. Os grupos de extermínio têm hoje os recursos materiais e a falsa legitimidade do aparato de estado. Da ação de um miliciano que tortura seu próprio enteado à dos agentes que atiram a esmo em pessoas despossuídas, existe a marca indelével de quem fez sua campanha defendendo a tortura e o extermínio de, pelo menos, 30 mil pessoas.

Esses crimes não podem ser separados. Fazem parte de um contexto que, infelizmente, atinge cada vez mais quem faz escolhas e ações erradas, a partir de informações falsas. Segundo Hannah Arendt, “a banalidade do mal é o fenômeno da recusa do caráter humano do homem, alicerçado na negativa da reflexão e na tendência em não assumir a iniciativa própria de seus atos.”

Bolsonaro é o principal obstáculo para se controlar a pandemia e para conter a destruição do Brasil.

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2021.

Subscrevem a VI Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os mestres maçons: André Cantuária, Antonio Silva Filho, Dener Coelho, Edivaldo Amorim Farias, Emanuel Cancella, Everaldo Costa, Fábio Farias, Francisco Soriano, Gilson Gomes, Guaraci Correa Porto, João Custódio, José Amaral de Brito, Morôni Vasconcellos, Paulo Ramos, Renato Lopes, Sebastião Calvet, Sérgio Abad e Sydney Castro

quinta-feira, 1 de abril de 2021

 

Maçons pela Democracia, 31 de março de 2021

5ª Carta ao Povo Brasileiro

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Ditadura Nunca Mais!

A Vida Acima de Tudo!

Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=BEj_NGPEfNI


Nós, do grupo “Maçons pela Democracia”, fomos surpreendidos e chocados hoje com uma alucinante nota subscrita pela Associação Nacional Maçônica do Brasil (sic)- ANMB, com o título “Salve, salve, 31 e março” referindo-se ao Golpe Empresarial Militar de 1964 e manifestando “apoio incondicional às Forças Armadas do Brasil, na pessoa do seu comandante geral, o excelentíssimo presidente Jair Messias Bolsonaro” e convocando “a todos os brasileiros que venham às ruas neste 31 de março, que se tornarão (sic) marco mais importante das últimas três décadas da nossa nação” e termina com o slogan da campanha do presidente em 2018: “BRASIL ACIMA DE TUDO E DEUS ACIMA DE TODOS!”.       

O grupo “Maçons pela Democracia” sempre deixou claro que não é filiado nem subordinado a uma Loja ou Potência Maçônica determinada. Pertencemos a diversas potências maçônicas e variadas oficinas, mas falamos em nosso nome. Nossa obediência é aos princípios maçônicos, em sua mais alta expressão, o que nos impõe que, como cidadãos e maçons, não permaneçamos silentes e não venhamos a reagir aos descalabros que ocorrem em nosso Brasil.

É absolutamente inaceitável a iniciativa do grupo Associação Nacional Maçônica no Brasil (Anmb), que divulgou uma nota nesta terça-feira (30) convocando “todos os brasileiros” para um ato neste 31 de março e manifestando “apoio incondicional” a Jair Bolsonaro.

Os princípios básicos das constituições dos países civilizados são pautados pela tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade, cuja origem inconteste está em nossa Ordem Maçônica. Em nossos rituais está insculpida a obrigação de “combater a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros e glorificar o Direito e a Justiça”. Jamais poderia um maçom que honra seu avental defender qualquer tipo de ditadura.

O Pavimento do Mosaico que existe em nossas lojas lembra de forma insistente que estamos acima dos contrastes. A política partidária não tem lugar nas lojas maçônicas, o que está definido em nossos rituais e preceitos.

Como “livre pensador”, o maçom pode ser adepto de qualquer religião ou corrente política, mas tem de respeitar as opções de seus irmãos.Nenhum maçom, individualmente ou em grupo pode falar em nome da Maçonaria. Essa falta de legitimidade torna vã qualquer tentativa nesse sentido, reduzindo-a a uma peça de campanha de baixo nível político e intelectual, que fala em “estado de direito” para justificar uma ditadura.

Para os que ainda não estão cientes, por ignorância ou má-fé, lembramos o documento emitido em março de 2020, pelas potências maçônicas CMSB E COMAB dirigidas às Obediências Maçônicas (Grandes Lojas e Grandes Orientes Estaduais) a elas confederadas, que podem, essas sim, falar em nome da Maçonaria no Brasil.

Para recordar a quem está precisando e confirmar este ponto de vista, transcrevemos abaixo os pontos mais importantes na íntegra.

“As Obediências Maçônicas CMSB e COMAB, percebendo a intensa repercussão nacional dos movimentos sociais e políticos, pertinentes à “mobilização” popular marcada para o dia 15 de março de 2020, orientam a todos os Irmãos a adotar cautela frente às diversas intenções e reivindicações do evento.

A Maçonaria universal e secular vem ao longo dos anos exercendo seu papel de transformação e equilíbrio na sociedade, para que todos alcancem a felicidade.

Destarte, ela, enquanto instituição, não pode e não deve se submeter a nenhuma ordem política partidária ou de governo, ou atos que possam implicar na sua desmoralização e perda de credibilidade. A Maçonaria não pode ser instrumentalizada.

Enquanto parte integrante da Sublime Ordem, as Potências das Grandes Lojas e dos Grandes Orientes Independentes institucionalmente não organizam e nem participam de eventos que possam ser questionados como passíveis de ferir os conceitos democráticos. Em todos os momentos, mister se faz a prudência, a sobriedade e a serenidade.

No nosso país, as instituições democráticas estão plenamente ativas. Existe um sistema de regras, fiscalização e limites à disposição de todos; existe a liberdade de julgar, criticar e expressar; existe a possibilidade de se organizar, se reunir e se mobilizar contra os desmandos e malfeitos.

Logo, é na democracia que aprendemos a conviver com as oposições e os antagonismos. É onde se respeita os pensamentos, as crenças diferentes e a diversidade.

Tais instrumentos devem ser acionados por qualquer cidadão ou grupo associativo, pelas vias legais e normais, alertando a sociedade sobre riscos e perigos, sem, no entanto, defender a eliminação de Poderes Democráticos da República, tão duramente instituídos pelos brasileiros que antecederam as gerações atuais.

Somos uma instituição cuja liberdade é uma das suas tríades - jamais opressora, por isso não admitimos a ditadura, a tirania, os regimes absolutistas, os preconceitos... Não convivemos com corruptos ou conspiradores.

Evento como as mobilizações de rua, com o chamamento da população para ficar atenta aos desdobramentos políticos e econômicos são extremamente positivos e demonstram uma sociedade vigilante e participativa, contudo, tal posicionamento deve se dar espontânea e individualmente.

Não consigo mudar o mundo, nem é esta minha pretensão. Utilizo-me da liberdade Republicana Democrática para indignar-me quando necessário. (Gil Nunes).

Portanto, cada maçom é um cidadão livre que pode e deve atuar segundo suas convicções, preservando o necessário equilíbrio e discernimento, a fim de que se busquem soluções para toda a sociedade, sem fomentar quaisquer dissensões ou divergências que possam levar a divisionismos em geral.

A Maçonaria, em voz única, deixa claro que está ciente das suas responsabilidades, está alerta a todos os movimentos políticos, sociais e de mobilização, se posicionando com veemência na defesa e manutenção das organizações que garantam a vida, a liberdade, o direito de expressão, a pluralidade de ideias e a cidadania, assegurando, assim, o estado democrático de direito existente no Brasil.”

CASSIANO TEIXEIRA DE MORAIS (Secretário Geral da C.M.S.B.) e ARMANDO ASSUMPÇÃO LAURINDO DA SILVA (Presidente da XLVIII Assembléia Ordinária da CMSB e Grão-Mestre da M. R. Grande Loja Maçônica do Distrito Federal”).

Com um fraternal abraço, subscrevem esta V Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética,os irmãos: Álvaro Peixoto (MI), Antônio Teixeira (MM), Custódio Almeida (MM), Dener Coelho (MM), Emanuel Cancella (MM), Edivaldo Amorim Farias (MM), Enrico Salvatore (MM), Fábio Farias (MM), Fernando Silva Ayres (MI), Flávio Whatson (MM), Francisco Soriano (MI), Gilberto Palmares (MM), Gilson Gomes (MM), Guaraci Correa Porto (MI), João Pedro Saboia (MM), José Amaral de Brito (MI), Sergio Abad (MI) Paulo Ramos (MM) e Sebastião Calvet (MI).  

 

 


sábado, 14 de março de 2020


Maçonaria sobre o 15 de março... “Não convivemos com corruptos ou conspiradores...”.

Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=iQESpFIh1k0


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CMSB E COMAB NOTA CONJUNTA:  As Obediências Maçônicas (Grandes Lojas e Grandes Orientes Estaduais) Confederadas à CMSB e COMAB, percebendo a intensa repercussão nacional dos movimentos sociais e políticos, pertinentes a “mobilização” popular, marcada para o dia 15 de março de 2020, orientam a todos os Irmãos a adotar cautela frente às diversas intenções e reivindicações do evento.

A Maçonaria universal e secular vem ao longo dos anos exercendo seu papel de transformação e equilíbrio na sociedade, para que todos alcancem a felicidade. Destarte, ela, enquanto instituição, não pode e não deve se submeter a nenhuma ordem política partidária ou de governo, ou atos que possam implicar na sua desmoralização e perda de credibilidade. A Maçonaria não pode ser instrumentalizada.

 Enquanto parte integrante da Sublime Ordem, as Potências das Grandes Lojas e dos Grandes Orientes Independentes, institucionalmente não organizam e nem participam de eventos que possam ser questionados como passíveis de ferir os conceitos democráticos. Em todos os momentosmister se faz a prudência, a sobriedade ea serenidade.

No nosso país as instituições democráticas estão plenamente ativas. Existe um sistema de regras, fiscalização e limites à disposição de todos; existe a liberdade de julgar, criticar e expressar; existe a possibilidade de se organizar, se reunir ese mobilizar contra os desmandos e malfeitos.

Logo, é na democracia que aprendemos a conviver com as oposições e antagonismos. É onde se respeita os pensamentos, as crenças diferentes e a diversidade. Tais instrumentos devem ser acionados por qualquer cidadão ou grupo associativo, pelas vias legais e normais, alertando a sociedade sobre riscos e perigos, sem, no entanto, defender a eliminação de Poderes Democráticos da República, tão duramente instituídos pelos brasileiros que antecederam as gerações atuais.

Somos uma instituição cuja liberdade é uma das suas tríades - jamais opressora, por isso não admitimos a ditadura, a tirania, os regimes absolutistas, os preconceitos...

Não convivemos com corruptos ou conspiradores. Evento como as mobilizações de rua, com o chamamento da população para ficar atenta aos desdobramentos políticos e econômicos são extremamente positivos e demonstram uma sociedade vigilante e participativa, contudo, tal posicionamento deve se dar espontânea e individualmente.

“Não consigo mudar o mundo, nem é esta minha pretensão. Utilizo-me da liberdade Republicana Democrática para indignar-me quando necessário.”(Gil Nunes)

Portanto, cada maçom é um cidadão livre que pode e deve atuar segundo suas convicções, preservando o necessário equilíbrio e discernimento, afim de que se busquem soluções para toda a sociedade, sem fomentar quaisquer dissensões ou divergências que possam levar a divisionismos em geral.

A Maçonaria, em voz única, deixa claro que está ciente das suas responsabilidades, está alerta a todos os movimentos políticos, sociais e de mobilização, se posicionando com veemência na defesa e manutençãodas organizações que garantam a vida, a liberdade, o direito de expressão, a pluralidade de ideias e a cidadania, assegurando, assim, o estado democrático de direito existente no Brasil.


Cassiano Teixeira  de Morais  - Secretário Geral da C.M.S.B
Armando Assumpção Laurindo da Silva – pres. Da XLVIII AGO da CMSB Grão mestrado da Grande Loja maçônica do DF.

Assinam os mestres maçons: Antônio Teixeira, Custódio de Carvalho, Dener Fabrício, Emanuel Cacella, Flávio Watson, Francisco Soriano, Gilberto Melo, Gilberto Palmares, Gilson Gomes, Paulo Ramos, Sérgio Abade e Vinícius Branco.

Rio de Janeiro, 13 de março de 2020.


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Segunda Carta ao Povo Brasileiro - Maçons Pela Democracia

por Maçons Pela Democracia


Veja o video desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=mMe91jzL-NA



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Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Pela Petrobrás, Soberania Nacional, Amazônia e Democracia
Nós, Maçons Pela Democracia, entendemos, de acordo com os valores que juramos proteger, ao longo de toda a vida maçônica, a importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Igualmente, defendemos os valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, respeitando as diferenças e lutando pelos mais necessitados.  Pertencemos a diversas potências maçônicas e variadas oficinas, mas falamos em nosso nome. Princípios que a Maçonaria tem impregnado em nossos corações, enquanto cidadãos livres e com sede de justiça.

Nós nos indignamos ao ver o povo brasileiro sendo violentado a cada decisão governamental  que subtrai direitos trabalhistas e previdenciários, retira medicamentos de uso contínuo, corta verbas de educação pública, entrega e dilapida o patrimônio público,  provoca desemprego e mais miséria.

O povo não pode ser vítima de uma guerra ideológica contra as minorias e os mais pobres. Haja vista a covarde perseguição do governo Bolsonaro aos médicos cubanos, forçando-os a se retirarem do programa “Mais Médicos”, o que deixou milhares de brasileiros de baixa renda sem assistência médica básica.

Em cortes na distribuição gratuita de medicamentos de uso contínuo indispensáveis, mais de 30 milhões de diabéticos, transplantados e com tratamento de câncer ficaram abandonados à beira da morte.
Defendemos não apenas o respeito ao meio-ambiente, mas a soberania de nossa floresta amazônica, sempre tão cobiçada - não apenas por franceses, ingleses, alemães e outros, mas, principalmente, por estadunidenses-, com toda diversidade de fauna, flora e culturas indígenas. Combatemos a entrega da Base de Alcântara aos norte-americanos pelo governo do Capitão Motosserra.

Seguindo o verdadeiro patriotismo, aquele comprometido com nosso povo, não podemos deixar de apontar as ameaças às populações indígenas por parte das constantes invasões, destruições e incêndios florestais criminosos causadas por inescrupulosos madeireiros, pecuaristas e garimpeiros, incentivados pelo mesmo Capitão Motosserra.

Igualmente, questionamos o desmonte total de nosso setor petrolífero para atender aos interesses transnacionais e entregar a Petrobrás, levando o emprego e a renda para outros países, desempregando os trabalhadores brasileiros.

O desmonte completo de nossas últimas estatais, empresas lucrativas e eficientes, patrimônio do povo brasileiro, afeta diretamente os trabalhadores que não podem arcar com as variações e os caprichos do capital especulativo, que manipula artificialmente preços para maximizar os lucros, não se importando com o serviço básico.

O Pré-Sal, que por lei deve financiar as necessidades em saúde e educação dos brasileiros, está sendo entregue para as multinacionais estrangeiras, deixando para trás somente o ônus ambiental das atividades de extração.
Nossa pluralidade de pensamento e democracia de opiniões se vê severamente ameaçada quando governantes – cuja eleição é altamente questionável por diversos motivos – decidem declarar guerra ao conhecimento e à inteligência.

Os conselhos federais, que regulamentam e zelam pela excelência profissional nos mais diversos setores, se veem atingidos por medidas de “desregulamentação” que tendem a sufocar a voz dos trabalhadores.
Os profissionais brasileiros de engenharia e arquitetura, reconhecidos em todo o mundo, estão ameaçados  de perderem os Conselhos e suas entidades de classe. A memória do trabalho de gênios como Oscar Niemeyer corre risco quando os Conselhos que zelam pela nossa excelência estão sob ataque.

As “fake news”, responsáveis por afetar nosso sistema eleitoral e iludir os incautos, estão paulatinamente destruindo os veículos de imprensa, difamando os profissionais e suprimindo a pluralidade democrática de publicações. No lugar de informação e fatos, mera propaganda de ódio adentra nossos telefones e computadores, levando entes queridos, amigos e vizinhos a comportamentos irracionais e aberrantes.
Além de tudo que já foi mencionado, nossa população vem sendo barbarizada, diariamente, pelas ‘milícias’, que, acobertados por poderosos, extorquem os pequenos comerciantes e aterrorizam moradores em busca de “taxas de proteção”, influenciando até mesmo a escolha de candidatos em diversas regiões.

Intimidado palas milícias, nosso povo sofre extorsão e se vê desalentado perante um poder público que somente se importa com a agenda de desmonte, deixando os mais necessitados ao Deus dará.

Nas relações exteriores, o Brasil deixou de ser respeitado. Em passado recente, éramos bem vistos e tidos como amigos de todas as nações. Agora, somos motivo de chacota no mundo inteiro, quando, em nosso nome, fora dos limites civilizatórios, se disparam ofensas contra chefes de estado e seus familiares – sem nenhuma preocupação com possíveis consequências.

Tudo isso permitido por grupos inescrupulosos encastelados no Poder Judiciário e no Ministério Público que encarceraram, sem qualquer base fática ou legal, o ex-presidente Lula, enquanto deixam, à solta, criminosos com evidentes provas de seus delitos.

Que todos as brasileiras e os brasileiros, civis e militares, se organizem e se unam em defesa da Constituição, do progresso social e da democracia.
Nenhum Direito a Menos!

Viva o Brasil livre, soberano e fraterno! Não vamos nos dispersar! Ditadura Nunca Mais!

Favor divulgar pelo Brasil!

Rio de Janeiro, 09 de setembro de 2019

Assinam os irmãos:
Antonio Teixeira, Dener Fabrício, Emanuel Cancella, Enrico Salvatori, Francisco Soriano, Gilberto Palmares, Guaraci Porto, José Amaral de Brito, Sergio Abadde, Vinicius Branco.