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Maçons Pela Democracia
9ª. Carta ao Povo Brasileiro
Liberdade, Igualdade e Fraternidade
PELA ASSINATURA E TODO APOIO A
CARTA ÀS BRASILEIRAS E AOS BRASILEIROS
EM DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
ELABORADA PELA USP
Quando se fala em nacionalidade, constituição,
liberdade e direitos, é referência obrigatória a lembrança de Barbosa Lima Sobrinho.
Jornalista que presidiu durante décadas a Associação Brasileira de Imprensa,
ele levou para sua atuação os conhecimentos jurídicos adquiridos na Faculdade
de Direito do Recife e na prática como advogado e promotor de Justiça. Aquele
imortal brasileiro afirmava: “no Brasil só existem dois partidos: o de
Tiradentes e o de Joaquim Silvério dos Reis”. Em outras palavras: ou se está a
favor ou contra os interesses nacionais. Nunca essa situação ficou tão clara
quanto agora.
Ainda vamos demorar muito tempo para entender como
se formou, com tanto apoio, um amálgama de entreguismo, quebra da soberania
nacional, corrupção, preconceito, autoritarismo, crime organizado, falso
moralismo, discriminação social, racial e religiosa.
A cobiça internacional pelas riquezas brasileiras,
as campanhas da imprensa golpista, a soldo de interesses inconfessáveis, os
preconceitos arraigados num povo que aceitou a escravidão até cinco gerações
atrás talvez expliquem parcialmente o fenômeno, mas não inteiramente.
A subserviência a potências estrangeiras,
especialmente aos EUA, é incondicional. Quando o então candidato Bolsonaro se
deixou filmar, prestando continência à bandeira americana, em meio a um coro de
“Estados Unidos”, não fazia simples jogo de cena.
Nossas riquezas naturais e empresas estatais são
entregues a preço vil. A Petrobras está sendo destruída por uma política de
valores suicidas, que faz o nosso parque de refino trabalhar com uma ociosidade
de 30%, referente ao que é importado do exterior, queimando divisas, gerando
dívida externa, dependência econômica, desemprego e inflação.
A Educação e a Cultura são os alvos permanentes dos
que tomaram o poder. Evidencia-se o ódio à Ciência e ao conhecimento, de forma
geral.
Os cortes na distribuição gratuita de remédios indispensáveis,
de uso contínuo, deixaram mais de 30 milhões de pacientes diabéticos,
transplantados e em tratamento do câncer abandonados à beira da morte.
Nada mais nos surpreende. Grandes mandatários
mantêm ligações espúrias com bandidos e quadrilheiros. Há milicianos que já
receberam comendas e títulos outorgados por órgãos legislativos, dos quais
participam vários deles e outros que ali estão eleitos por organizações
criminosas.
Já passou da hora de escolher de que lado se vai
estar: se da civilização, da Pátria e do Povo Brasileiro OU se dos interesses
internacionais, da barbárie e do crime organizado. Não existe um terceiro
caminho.
Ainda com dificuldade, pode-se entender que algumas
pessoas se sensibilizem com as notícias falsas, manipuladas a mancheias, com
financiamentos escusos e originários de grupos financeiros nacionais e
internacionais. Essa tomada de posição, desconhecendo a melhoria de vida porque
passava o Povo Brasileiro, provavelmente atingiu uma camada da população menos
esclarecida. A essa camada se somaram os bandidos ligados a organizações
criminosas, que hoje controlam boa parte do território das grandes cidades, à
custa da barbárie, com a cobertura explícita do presidente da República e seus
sequazes. Esses percentuais, contudo, não somariam os trinta por cento de
aceitação que as pesquisas mostram ainda ter os apoiadores de um governo que
visivelmente destrói a economia brasileira, em contubérnio com o crime
organizado.
A diferença entre o percentual de votos obtidos por
essa quadrilha, na eleição de 2018 e o atual, corresponde aos muitos que já
constataram o equívoco, que, aliás, pode ocorrer numa democracia,
principalmente nas camadas mais sujeitas à desinformação.
Já o grande contingente é somente explicado pelo
fanatismo religioso de algumas seitas e, ainda, pelos que não querem abrir mão
de qualquer privilégio, por mínimo que seja. Os primeiros, porque a lavagem
espiritual sofrida nos seus templos lhes retirou a capacidade de raciocinar.
Tanto que chegam a tirar fração expressiva de seus salários, que faz falta às
necessidades básicas da família, para que seus “líderes” mantenham vida de
nababos. Os demais, que difundem e financiam as notícias falsas e assumem seu
negacionismo desvairado, influenciando os iletrados, correspondem aos sem
caráter, que se incomodam de ver seus filhos estudando nas mesmas escolas que
as do filho da empregada, de ver os mais pobres fazendo três refeições por dia,
sem precisar comer pés de frango e ossos, de vê-los viajando e consumindo como
seres humanos que são.
Para nós, maçons, não há como aceitar como alguns a
que devíamos chamar de irmãos aprovem e até colaborem com o que está
acontecendo, maculando a imagem da Maçonaria, construída ao longo do tempo, com
muito esforço, dedicação e sacrifício da própria vida, como ocorreu com frei
Caneca.
Por isso, vários grupos de maçons, comprometidos
com a defesa do Brasil e dos direitos fundamentais, criaram o Movimento Maçons
Pela Democracia, agora formando uma vigorosa frente nacional com os Maçons da
Irmandade Progressista.
Não falamos em nome de nenhuma oficina ou potência
maçônica e sim, com absoluta convicção, em nome dos princípios que juramos
defender.
O que nos guia é uma fé inabalável na Humanidade,
na Pátria Brasileira e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, elaborada
em 1789 por nossos irmãos e reconhecida como resolução da ONU na Assembleia
Geral das Nações Unidas, em Paris, no dia 10 de dezembro de 1948. Nosso lema é:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Nosso objetivo é ver o Brasil voltar a trilhar os
caminhos da Paz e do convívio fraterno entre todos. Essa diretriz, porém, não
significa tolerar a prática de crimes ou atos atentatórios à Nação Brasileira,
a qual todos pertencemos e amamos.
“Não convivemos com corruptos ou
conspiradores!” – escreveu em nota conjunta a Confederação da Maçonaria
Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (COMAB) em março
de 2020, que subscrevemos. Agora acrescentamos: não compactuamos com crimes,
golpes e ditaduras.
Vamos combater, agora e sempre, sem trégua, com
todos os meios legais ao nosso alcance e as forças que dispomos, as ações
criminosas perpetradas pelos inimigos da Pátria e da Democracia.
Conclamamos todos a assinar a Carta às Brasileiras
e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito, elaborada pela
USP e a nos unirmos aos que tenham propósitos similares aos nossos, numa
postura altiva e pró-ativa, sempre que possível, marcando presença física nos
atos chamados pelas forças progressistas e democrática e de comprovado
renome.
Endereço eletrônico para assinaturas:
www.estadodedireitosempre.com
Subscrevem a IX Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os maçons: Álvaro Peixoto, Amir Mustafá Saleh, André Cantuária, Antônio Silva Filho, Antônio Teixeira, Arthur Aveline, Daniel Lopes, David Gilmar Braz, Dener Fabrício, Diógenes Neto, Dulce Inês Insfran, Edivaldo Amorim Farias, Edson Rangel, Emanuel Cancella, Everaldo Costa, Fábio Farias, Fernando Silva Ayres Flávio Whatson, Flauzino Antunes, Francisco Soriano, George Torres, Gilberto Palmares, Gilson Gomes, Glauco Eymard, Guaraci Corrêa Porto, Igor Santa Cruz, João Custódio, João Pedro Saboia, José Amaral de Brito, Juca Ribeiro, Lamartine Veiga, Marcelo Lima, Marco Antônio Silva, Maribondo Vinagre, Moroni Vasconcellos, Neemias Freire, Paulo Ramos, Paulo Vicente da Silva, Rafael Baioto, Renato Lopes, Rodrigo Medina Zagni, Sebastião Calvet, Sérgio Abad, Sérgio Baroni, Sérgio Soeiro, Sydney Castro, Vinícius Branco, Unandir Júnior, Vinícius Branco, Wagner Roque e Washington Machado.