MAÇONS PROGRESSISTAS PELA DEMOCRACIA
Democracia ou Barbárie!
Brasil Soberano ou Colônia Americana?
Este é mais um Manifesto Nacional dos Maçons Progressistas pela Democracia, entre outros 11 já amplamente divulgados e subscritos por inúmeros irmãos iniciados, de todos os graus filosóficos e operativos.
Como sempre reafirmamos, os Maçons Progressistas pela Democracia falam em seu próprio nome, sem representar qualquer potência ou oficina, mantendo seu compromisso com as origens da Maçonaria e com sua postura cidadã.
A Maçonaria participou da elaboração da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, inspiração para os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, cujos preceitos a Ordem adota como parâmetro.
Historicamente, os maçons exerceram forte presença e liderança em momentos decisivos do Estado e da nação brasileira, como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, a Independência do Brasil, a Confederação do Equador, a Revolução Farroupilha, a Revolução Liberal de 1842, a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República.
Fiéis a essa tradição de defesa dos direitos humanos e da soberania, denunciamos em nossa última carta a invasão e o bombardeio da Venezuela — país possuidor de imensas reservas petrolíferas —, acompanhados do sequestro de seu presidente em uma ação terrorista executada por milicianos sem o confronto das tropas locais. Tudo isso sob as ordens de um governante acusado de graves crimes, em flagrante desrespeito à soberania das nações e aos organismos internacionais.
Por diversas vezes, apontamos a conduta abjeta dos traidores da Pátria. De início, o filho do inominável, candidato à Presidência da República, afirmou publicamente que os Estados Unidos poderiam dispor das terras raras do Brasil para enfrentar a China. Posteriormente, a extrema direita solicitou ao governo estadunidense sanções ao Brasil — incluindo de natureza militar —, sob o pretexto absurdo de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, enquanto omitia as notórias ligações da família Bolsonaro com milícias.
Embora cidadãos e parlamentares norte-americanos desaprovem tais medidas, os entreguistas brasileiros as defendem com extrema subserviência. Falsas razões ideológicas e religiosas levam esses indivíduos a desejar intervenções estrangeiras, ameaçando a soberania e a própria independência do Brasil. Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal (STF), pilar na contenção do golpismo, sofre ataques contínuos. A maioria dos ministros (Barroso, Fachin, Dino, Gilmar, Toffoli, Zanin e Cármen Lúcia) sofreram restrições e cancelamento de vistos. O ministro Alexandre de Moraes chegou a ser alvo de tentativas de inclusão na Lei Magnitsky, que prevê o bloqueio internacional de bens.
Enquanto isso, a imprensa golpista reserva espaço generoso e tratamento privilegiado a uma ala específica da Corte: os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques.
Em recente artigo, Luiz Nassif aponta uma assimetria na conduta de Mendonça, a quem acusa de blindar figuras ligadas à família Bolsonaro e de promover vazamentos seletivos de informações protegidas por segredo de Justiça, referentes à família de Lula, com trechos supostamente manipulados para alimentar narrativas políticas nos meios de comunicação.
Em contraste com essa agenda de retrocesso, após quatro anos de governo popular, a economia brasileira vem se recuperando do desastre que foi a gestão bolsonarista. No primeiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,4% em relação ao trimestre anterior, registrando uma das maiores altas entre as principais economias analisadas e superando o desempenho de países como Estados Unidos e Alemanha. No mesmo período recente, o Brasil avançou cinco posições no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Ao longo de 2025, a economia manteve-se em expansão: a inflação encerrou o ano dentro do intervalo da meta, em 4,26%, e a taxa média de desemprego recuou para 5,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Já a isenção do Imposto de Renda para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, vigente desde janeiro de 2026, ampliou a renda disponível de milhões de brasileiros, enquanto as projeções do Fundo Monetário Internacional apontam o retorno do Brasil, em 2026, ao grupo das dez maiores economias do mundo, considerando o PIB nominal em dólares.
Com isso, o Brasil voltou a ocupar uma posição de respeito e relevância no concerto das nações. Em demonstração de prestígio internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve interlocução direta com Donald Trump, dos Estados Unidos, Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, defendendo o diálogo, o entendimento entre os povos e a solução pacífica dos conflitos. Poucos líderes mundiais reúnem hoje tamanha capacidade de articulação com as principais potências do planeta.
Contudo, a mobilização popular é indispensável. Na eleição deste ano, a escolha nas urnas definirá não apenas a gestão pública e a preservação das riquezas naturais, mas a própria proteção da Pátria contra ameaças internas e externas. Segundo as pesquisas, apenas duas candidaturas concretamente disputam o rumo do País, enquanto as demais sequer alcançam um décimo do eleitorado. A soberania nacional e o fortalecimento da democracia, mais do que nunca, têm de pautar a escolha dos candidatos no Executivo e no Legislativo.
Como ensinava Barbosa Lima Sobrinho ao distinguir os amigos dos inimigos da nação:
“No Brasil, só existem dois partidos: o de Tiradentes e o de Joaquim Silvério dos Reis.”
Reafirmando sua indignação contra a subserviência externa, o doutor Barbosa declarava-se contrário à pena de morte, exceto para os traidores da Pátria.
Pelo voto consciente, vamos derrotar de vez a nefasta e entreguista extrema-direita nas urnas. Convidamos todos os irmãos maçons progressistas e democratas a se unirem na defesa do avanço social, da soberania e da democracia brasileira. Os candidatos devem posicionar-se com clareza.
Brasil Soberano! Brasil Colônia, Nunca Mais!
Rio de Janeiro, dia da Independência, 7 de setembro de 2026
Subscrevem a XVIII Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os maçons: Amir Mostafa Saleh, Carlos Osório, Carmen Valle, Cristianno (padre) Silva, David Carneiro, Dener Santos, Emanuel Cancella, Everaldo Costa, Flávio Watson, Francisco Soriano, Guaraci Corrêa Porto, João Carlos A. Santos, José Amaral, Juca Ribeiro, Maribondo Vinagre, Neemias Freire, Renato Maciel, Sebastião Calvet, Unandir Gonçalves Veira, Vinícius Branco, Washington Machado e outros.