
Liberdade, Igualdade e Fraternidade
Pela Petrobrás, Soberania Nacional, Amazônia e Democracia
Nós, Maçons Pela Democracia, entendemos, de acordo com os
valores que juramos proteger, ao longo de toda a vida maçônica, a importância
da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Igualmente, defendemos os valores de Liberdade, Igualdade e
Fraternidade, respeitando as diferenças e lutando pelos mais
necessitados. Pertencemos a diversas potências maçônicas e variadas
oficinas, mas falamos em nosso nome. Princípios que a Maçonaria tem impregnado em
nossos corações, enquanto cidadãos livres e com sede de justiça.
Nós nos indignamos ao ver o povo brasileiro sendo violentado
a cada decisão governamental que subtrai direitos trabalhistas e
previdenciários, retira medicamentos de uso contínuo, corta verbas de educação
pública, entrega e dilapida o patrimônio público, provoca desemprego e
mais miséria.
O povo não pode ser vítima de uma guerra ideológica contra as
minorias e os mais pobres. Haja vista a covarde perseguição do governo
Bolsonaro aos médicos cubanos, forçando-os a se retirarem do programa “Mais Médicos”,
o que deixou milhares de brasileiros de baixa renda sem assistência médica
básica.
Em cortes na distribuição gratuita de medicamentos de uso
contínuo indispensáveis, mais de 30 milhões de diabéticos, transplantados e com
tratamento de câncer ficaram abandonados à beira da morte.
Defendemos não apenas o respeito ao meio-ambiente, mas a
soberania de nossa floresta amazônica, sempre tão cobiçada - não apenas por
franceses, ingleses, alemães e outros, mas, principalmente, por
estadunidenses-, com toda diversidade de fauna, flora e culturas indígenas.
Combatemos a entrega da Base de Alcântara aos norte-americanos pelo governo do
Capitão Motosserra.
Seguindo o verdadeiro patriotismo, aquele comprometido com
nosso povo, não podemos deixar de apontar as ameaças às populações indígenas
por parte das constantes invasões, destruições e incêndios florestais
criminosos causadas por inescrupulosos madeireiros, pecuaristas e garimpeiros,
incentivados pelo mesmo Capitão Motosserra.
Igualmente, questionamos o desmonte total de nosso setor
petrolífero para atender aos interesses transnacionais e entregar a Petrobrás,
levando o emprego e a renda para outros países, desempregando os trabalhadores
brasileiros.
O desmonte completo de nossas últimas estatais, empresas
lucrativas e eficientes, patrimônio do povo brasileiro, afeta diretamente os
trabalhadores que não podem arcar com as variações e os caprichos do capital
especulativo, que manipula artificialmente preços para maximizar os lucros, não
se importando com o serviço básico.
O Pré-Sal, que por lei deve financiar as necessidades em
saúde e educação dos brasileiros, está sendo entregue para as multinacionais
estrangeiras, deixando para trás somente o ônus ambiental das atividades de
extração.
Nossa pluralidade de pensamento e democracia de opiniões se
vê severamente ameaçada quando governantes – cuja eleição é altamente
questionável por diversos motivos – decidem declarar guerra ao conhecimento e à
inteligência.
Os conselhos federais, que regulamentam e zelam pela
excelência profissional nos mais diversos setores, se veem atingidos por
medidas de “desregulamentação” que tendem a sufocar a voz dos trabalhadores.
Os profissionais brasileiros de engenharia e arquitetura,
reconhecidos em todo o mundo, estão ameaçados de perderem os Conselhos e
suas entidades de classe. A memória do trabalho de gênios como Oscar Niemeyer
corre risco quando os Conselhos que zelam pela nossa excelência estão sob
ataque.
As “fake news”, responsáveis por afetar nosso sistema
eleitoral e iludir os incautos, estão paulatinamente destruindo os veículos de
imprensa, difamando os profissionais e suprimindo a pluralidade democrática de
publicações. No lugar de informação e fatos, mera propaganda de ódio adentra
nossos telefones e computadores, levando entes queridos, amigos e vizinhos a
comportamentos irracionais e aberrantes.
Além de tudo que já foi mencionado, nossa população vem sendo
barbarizada, diariamente, pelas ‘milícias’, que, acobertados por poderosos,
extorquem os pequenos comerciantes e aterrorizam moradores em busca de “taxas
de proteção”, influenciando até mesmo a escolha de candidatos em diversas
regiões.
Intimidado palas milícias, nosso povo sofre extorsão e se vê
desalentado perante um poder público que somente se importa com a agenda de desmonte,
deixando os mais necessitados ao Deus dará.
Nas relações exteriores, o Brasil deixou de ser respeitado.
Em passado recente, éramos bem vistos e tidos como amigos de todas as nações.
Agora, somos motivo de chacota no mundo inteiro, quando, em nosso nome, fora
dos limites civilizatórios, se disparam ofensas contra chefes de estado e
seus familiares – sem nenhuma preocupação com possíveis consequências.
Tudo isso permitido por grupos inescrupulosos encastelados no
Poder Judiciário e no Ministério Público que encarceraram, sem qualquer base
fática ou legal, o ex-presidente Lula, enquanto deixam, à solta, criminosos com
evidentes provas de seus delitos.
Que todos as brasileiras e os brasileiros, civis e militares,
se organizem e se unam em defesa da Constituição, do progresso social e da
democracia.
Nenhum Direito a Menos!
Viva o Brasil livre, soberano e fraterno! Não vamos nos
dispersar! Ditadura Nunca Mais!
Favor divulgar pelo Brasil!
Rio de Janeiro, 09 de setembro de 2019
Assinam os irmãos:
Antonio Teixeira,
Dener Fabrício, Emanuel Cancella, Enrico Salvatori, Francisco Soriano, Gilberto
Palmares, Guaraci Porto, José Amaral de Brito, Sergio Abadde, Vinicius
Branco.
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