MAÇONARIA É TRANSFORMAÇÃO!
Maçons Progressistas pela Democracia
XII Carta ao Povo Brasileiro
Lula Proclama:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade!
Domingo, 30 de outubro de 2022. Depois de horas tensas, de dúvidas e incertezas, o Brasil vai ouvir o pronunciamento do recém-eleito Presidente da República. A transmutação das emoções se opera, em cada um, de forma viva, embora lenta e segura; ou não seria emoção.
A linguagem é simples, mas é familiar e amiga. Ao gosto do convívio sadio das verdades e da amizade sincera. Vão ficando mais longe, a cada momento, as expressões chulas dos lupanares e a hostilidade latente da desconfiança. O Brasil volta a ter um líder, um Presidente; não um escroque a lhe tentar ludibriar.
No seu belíssimo discurso de vitória, Lula anunciou a imorredoura palavra de ordem:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade!
Parecia o fim de um pesadelo que começara havia quatro anos, construído a partir de mentiras, crimes, falsidade e ódio ao Brasil e a seu povo. Durante esse tempo, o Brasil foi chamado de lixo, os afrodescendentes pesados em arrobas, os habitantes naturais da terra eram todos vagabundos e o povo deveria ser “branqueado”. Essas diretrizes já haviam sido apresentadas na campanha, prestando-se continência à bandeira americana em meio a um coro de exaltação em língua inglesa feito por parte da quadrilha.
No plano internacional, o atual governo assumira uma posição de submissão total aos interesses do capital internacional, a Israel e aos Estados Unidos da América, sedes físicas desses interesses.
Não poderia haver reação: as maiorias teriam de prevalecer sobre as minorias e, se assim não fosse, essas teriam de se submeter ou, em última análise, ser eliminadas. Ainda durante a campanha, no Acre, em setembro de 2018, preconizou-se uma guerra civil, na qual deveriam ser mortas cerca de trinta mil pessoas, ainda que diversas fossem inocentes.
A exemplo de outras épocas da nossa História, dois acenos são reeditados para justificar a postura golpista e fascista: o combate à corrupção e a defesa da liberdade. A partir destes grandes motes foram anunciadas mudanças que aconteceriam. Foi assim no “varrer a bandalheira” - Jingle da campanha de Jânio Quadros -, no “combate aos marajás” – campanha de Collor de Mello -, na “ameaça comunista” - para justificar o Golpe Empresarial-Militar de 1964. Bandeiras vazias, palavras sem sentido, faces maquiadas em busca de corpos inexistentes e almas imaginárias.
Nesta mais recente aventura, ficou muito claro, desde cedo, a questão da corrupção. Ao assumir o poder, a quadrilha já possuía várias mansões na Barra da Tijuca, em locais de alta valorização imobiliária. Quatro anos depois, já há evidências de mais de cem imóveis, sendo que 50 deles comprados com “dinheiro vivo”, o que evidencia a obscura procedência dos recursos.
Nesse período, empresas ligadas à Itaipu Binacional, em conluio com o general Stroessner - conhecido pedófilo, ditador sanguinário e corrupto insaciável - lojas de chocolate para “lavar dinheiro”, todo o tipo de desfalques e falcatruas, envolvendo barras de ouro, dólares escondidos em pneus, bíblias e roupas íntimas, e outros expedientes igualmente desonestos completaram um quadro assustador de corrupção e peculato.
Além dos crimes “no varejo”, as riquezas nacionais são entregues a preço vil, como o patrimônio público, representados por nossas estatais (a Petrobrás, a Eletrobrás e os Correios), as reservas de água potável e os minérios. Os direitos trabalhistas e previdenciários foram usurpados. O desemprego e a fome retornaram em números espantosos, num explícito retrocesso em relação aos governos anteriores.
Nada, porém, existe de mais macabro nem revoltante do que a atuação do governo federal em face da pandemia de covid-19 que vitimou o Brasil e o Mundo. “Gripezinha”, “país de maricas”, a imaginação de nenhuma pessoa normal foi capaz de antecipar o mandatário máximo de um Estado debochar de um doente acometido de falta de ar, rindo ainda de sua morte sofrida e iminente.
Soube-se, logo após, que a corrupção campeava em vendas espúrias de vacinas superfaturadas e drogas ineficazes, estas produzidas em larga escala por laboratórios oficiais, a mando do governo. As vacinas chegaram a produzir lucros de R$ 1,00 por unidade à quadrilha que as mercadejou, encastelada no Ministério da Saúde.
A senadora Simone Tebet estima que o “orçamento secreto” seja o maior escândalo financeiro do Planeta, tal o volume de recursos envolvidos e a falta de controle de gastos previstos sem qualquer comprovação. Já se fala em um rombo deixado pela quadrilha de 400 bilhões de reais.
Com a aproximação das eleições, já era de se prever que os fatos fossem apurados, os processos devidamente instruídos e os culpados viessem a ser punidos. Ao contrário da farsa da lava-jato, não faltam provas, grande parte já compiladas.
Apuradas as eleições, a ação pronta, corajosa e constitucionalmente perfeita do ministro Alexandre de Moraes - seguida pelos seus pares dos poderes Legislativo e Judiciário -, apoiada explicitamente por dirigentes de países civilizados e com poder de veto no Conselho da ONU, tornou letra morta qualquer tentativa de golpe de estado ou desrespeito à Constituição da República.
Um conjunto de forças de amplo espectro ideológico apoiou e se engajou nessa luta, que tem o mesmo objetivo: libertar o Brasil do fascismo e do banditismo, retomando o crescimento criminosamente interrompido. Muitos se arrependeram de haver acreditado no atual presidente e seus cúmplices.
Apesar de tudo, o Brasil vive uma inédita fragmentação política. A barbárie insiste em vencer a civilização. No seu desespero para escapar das punições, tentaram-se golpes de estado, arruaças, manifestações induzidas, ações de milicianos e ataques cibernéticos. Os “lockouts” praticados por caminhoneiros são considerados crimes, nos termos do Art. 1 da Lei no 7.783, de 28 de junho de 1989. Já há mortes comprovadas em decorrência desses atos claramente terroristas, com grupos armados e encapuzados incendiando caminhões e ambulantes.
No entorno de unidades das Forças Armadas, área de acesso rigorosamente restrito, montou-se confortáveis acampamentos com inexplicável beneplácito dos comandantes dos quarteis.
Os grupos dirigidos, organizados e financiados pelas mesmas forças articuladas no golpe em 2016, pedem agora o fechamento do Poder Judiciário e Legislativo e conclamam por intervenção militar já, incorrendo abertamente em crimes contra o Estado Democrático de Direito e as instituições democráticas, conforme prevê a Constituição.
As forças de segurança tratam de forma absolutamente desigual trabalhadores em greve e esses criminosos, que estão a merecer punição dura e imediata. Se essas medidas não forem adotadas, nunca haverá um fim nesses descalabros e – pior que isso – não se estará na vigência de um autêntico estado de direito.
Ainda permanecem com esses inimigos da Pátria milicianos, quadrilheiros de todos os matizes, fanáticos religiosos - que se afastam, cada vez mais, da própria religião -, os que estão se locupletando com orçamentos secretos, assassinos potenciais, misóginos, racistas, entreguistas, desonestos, os que colaboraram, de qualquer forma, para que o povo tivesse sua vacinação atrasada, comprazendo-se com o grande número de óbitos. Enfim, todos que só possuem as características da ignorância absoluta e da desumanidade – o mal informado e o mau caráter.
A Maçonaria é plural. Nada pode impedir que um grupo de maçons, falando, com absoluta convicção, em seu próprio nome, sem representar qualquer potência ou loja, manifeste suas preocupações e se dirija ao Povo Brasileiro. Principalmente quando o que se quer resgatar são os princípios maçônicos, que temos de defender por juramento, buscando-se uma solução através da democracia e não pela força.
Neste grave momento da conjuntura nacional, os Maçons Progressistas pela Democracia reafirmam seu compromisso com as origens da Maçonaria e se une a todas as forças democráticas e progressistas para saudar Lula Presidente e a lutar sem tréguas:
Por Democracia e Civilização!
Para que Golpismo e Barbárie Nunca Mais!
Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 2022
Subscrevem a XII Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os maçons: Alexandre Moraes, Álvaro Peixoto,
Amir Mustafá Saleh, André Cantuária, Antônio Silva, Carmen del Valle, Cristiano Galvão, Daniel Lopes, David Carneiro, Diego Mota, Dulce Insfran, Edivaldo Farias, Emanuel Cancella, Everaldo Costa de Souza, Fábio Farias Pardal, Fábio Martins, Fernando Alves, Francisco Soriano, Francinaldo Fontoneli, Flausino Antunes, George Torres, Gilberto Palmares, Gilson Gomes, Glauco Caixeiro, Guilherme Aires, Guaraci Corrêa Porto, Igor Santa Cruz Lopes, John Vaz, João Pedro dos Santos, João Custódio, Marcelo Amanzer, Marcos Fregati, Maribondo Vinagre, Mário Avelino, Neemias Freire, José Jose Amaral de Brito, Cristiano Galvão, David Carneiro, Dener Fabricio, Diego Mota, Dias do Nascimento, Eugênio Gomes, Fábio Dodo, Fernando Alves, Fernão Dias, Flavio Witsel, Glauco Caixeiro, Igor Luz, José Amaral de Brito, Juca Ribeiro, Marcelo Almansa, Mário Barreto, Ricardo Finco, Rodrigo Zagni, Sérgio Abad, Sérgio Soeiro, Sydney Castro, Unandir Gonçalves Júnior, Vinicius Branco, Wagner Roque, Walter José Irber e outros.
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