quinta-feira, 29 de setembro de 2022

 Lula no Primeiro Turno!

Maçons Progressistas Pela Democracia lançam Décima Carta ao Povo Brasileiro 

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

 Nesse grave momento da conjuntura nacional, os “Maçons Progressistas pela Democracia” em conjunto com os maçons da Irmandade Progressista reafirmam seu compromisso com as origens da Maçonaria. 

Foram irmãos maçons que redigiram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, base doutrinária das constituições da França e dos Estados Unidos, posteriormente transformada em resolução da ONU. Nela está tipificada a tortura como crime hediondo, inafiançável e imprescritível, quando praticada por agente de estado.

Estamos convictos que um Maçom não pode se filiar a movimentos ou agentes que defendam o racismo, a ditadura de qualquer origem ou a resolução de conflitos por meio da violência. 

Quando se chega ao paroxismo de se defender a tortura como meio de atuação das forças de segurança e glorificar como heróis os bandidos que a praticaram, está ferido de morte o ideal maçônico de respeito aos direitos humanos. 

A Maçonaria é plural. Nenhum grupo pode se manifestar em nome da instituição maçônica, mas nada pode impedir que um grupo de maçons falando, com absoluta convicção, em seu próprio nome, sem representar qualquer potência ou loja, manifeste suas preocupações e se dirija ao Povo Brasileiro. Principalmente quando o que se quer resgatar são os princípios maçônicos, que temos de defender por juramento, buscando uma solução através da democracia e nunca pela força. 

Não existe religião ou movimento espiritualista sério que defenda a eliminação de pessoas, ainda que culpadas por algum delito, como solução para a vida e a harmonia de um país.

O ódio foi transformado no pão de cada dia por uma facção política, que conseguiu apresentá-lo como a grande saída para nossos graves problemas. A desigualdade social, a ignorância e a desinformação completam esse caldo de cultura, que só vai piorar a atual conjuntura.

Hoje, o Brasil vive uma inédita fragmentação política. O poder é composto por uma quadrilha que prega abertamente a guerra civil, com a morte por assassinato de trinta mil brasileiros e o armamento indiscriminado do povo. Segundo bandidos do atual sistema, os inimigos precisam ser exterminados, para que possam, livremente, praticar desfalques e todo o tipo de falcatruas, envolvendo barras de ouro, dinheiro escondido em pneus, bíblias e roupas íntimas, posteriormente “lavados” em operações espúrias. Apenas a família do presidente da República possui mais de cem imóveis, a maioria comprada com “dinheiro vivo”, evidenciando a obscura procedência dos recursos.

Além dos crimes “no varejo”, as riquezas nacionais são entregues a preço vil, como o patrimônio público - representado por nossas estatais (Petrobrás Distribuidora, Eletrobrás, Correios etc), por reservas de água potável e pelos nossos minérios. 

Os direitos trabalhistas e previdenciários são usurpados. O desemprego e a fome retornaram em números espantosos, num explícito retrocesso em relação aos governos anteriores. 

Bolsonaro já havia efetuado cortes na distribuição gratuita de remédios indispensáveis, de uso contínuo, deixando mais de 30 milhões de pacientes diabéticos, transplantados e em tratamento do câncer abandonados à beira da morte. 

Recentemente, no projeto de Orçamento de 2023, o governo diminuiu em 59% a verba do programa Farmácia Popular, a fim de garantir mais recursos para o orçamento secreto. A gratuidade é voltada, entre outros, para medicamentos contra a asma, hipertensão e diabetes. Além disso, ele cortou em R$ 870 milhões os gastos para a saúde indígena. 

Quando o presidente Bolsonaro se deixou filmar, prestando continência à bandeira americana, em meio a um coro de “Estados Unidos”, e fez uma declaração de amor com um coraçãozinho direcionado ao seu colega Donald Trump, não fazia simples jogo de cena. 

O atual governo demonstrou ainda ser completamente submisso aos interesses do capital internacional e aos Estados Unidos da América. 

Muitos já se arrependeram de haver acreditado no atual presidente e seus cúmplices. Outros se identificam cada vez mais com as práticas e ideias que tanto mal têm feito ao Brasil, votando ainda nos inimigos da Pátria: milicianos, quadrilheiros de todos os matizes, fanáticos “religiosos”, locupletadores com orçamentos secretos, assessores fantasmas ou inúteis, gratificações ilegais, assassinos, misóginos, racistas, entreguistas, desonestos e os que colaboraram para que a vacina contra o Covid-19 atrasasse - comprazendo-se com o grande número de óbitos. Em resumo, completos ignorantes e desumanos. 

A quadrilha sabe que corre o risco de ser punida porque, ao contrário da farsa da lava-jato, não faltam provas, grande parte já compiladas. No seu desespero para escapar, ela trama golpes de estado, arruaças, manifestações induzidas, ações de milicianos e ataques cibernéticos.

Devemos ficar atentos: lidar com bandidos, ainda que de forma civilizada e constitucional é sempre perigoso, principalmente quando estão acuados. 

Essa situação não pode perdurar, sob pena de tornar irreparáveis os danos à soberania nacional e ao bem-estar do Povo Brasileiro. E temos a chance de dar um basta nisso tudo: as próximas eleições.

Sem desmerecer outras candidaturas, faltando poucos dias para o pleito de 2 de outubro, não existe terceira via. A menos que todos os institutos de pesquisa sérios do Brasil estejam cometendo o mesmo erro, parece certa a eleição de Lula. Um conjunto de forças de amplo espectro ideológico apoia e se engajou nessa luta, que tem o mesmo objetivo: libertar o Brasil do fascismo e do banditismo, retomando o crescimento criminosamente sustado. 

Assim, uma vitória no primeiro turno será melhor para o Brasil, a fim de não dar mais tempo aos quadrilheiros para desenvolver solertes “razões” com o objetivo de anular o resultado das urnas e, com sua falta de escrúpulos e limites éticos, praticarem crimes planejados. 

Nosso apelo é que, independentemente de ideologia, quem estiver contra esse estado de coisas, e possuir um resquício de amor pelo Brasil, vote para que a eleição se resolva no primeiro turno, com a vitória acachapante do escolhido pelo Povo, no caso, o candidato Lula. 

Não podemos esquecer ainda que no primeiro turno das eleições precisamos igualmente escolher e eleger candidatos democratas e progressistas para conferir mandatos a 27 governadores e senadores, bem como a centenas de deputados federais e estaduais. 

Pelas razões aqui expostas, nos dirigimos a você, brasileira e brasileiro, que deseja livrar o Brasil dessa corja e acabar o mais rápido possível com o caos instaurado, a votar em Lula no primeiro turno. 

É Lula ou a Barbárie!

Subscrevem a X Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os maçons: 

Alexandre Franco de Moraes, Álvaro Leite Peixoto, Amir Mustafá Saleh, André Cantuária, Antônio Silva, Carmen Del Valle, Cristiano Galvão (Padre), David Carneiro, Dener Fabrício, Diego Mota, Dulce Inês Insfran, Edivaldo Amorim Farias, Emanuel Cancella, Emmanuel Costa Júnior, Emanuel Rego, Eugênio Gomes, Everaldo Costa, Fábio Martins Dodo, Flávio Watson, Flauzino Antunes, Francisco Soriano, George Torres, Gilberto Palmares, Gilson Gomes, Glauco Caixeiro, Guaraci Corrêa Porto, Guilherme Ayres, Igor Santa Cruz, João Custódio, John Vaz, José Amaral de Brito, Juca Ribeiro, Marcelo Almansa, Maribondo Vinagre, Mário Avelino, Maurício Soriano, Neemias Freire, Paulo Vicente, Rafael Baioto, Raphael Pereira, Renato Lopes, Sebastião Calvet, Sérgio Abad, Sérgio Baroni, Unadir Gonçalves Júnior, Vinícius Branco, Wagner Roque e outros.

 


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

 Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=HUCV6daqOYo

 

Maçons Pela Democracia

9ª. Carta ao Povo Brasileiro

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

 

PELA ASSINATURA E TODO APOIO A

 

CARTA ÀS BRASILEIRAS E AOS BRASILEIROS

EM DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

ELABORADA PELA USP

 

Quando se fala em nacionalidade, constituição, liberdade e direitos, é referência obrigatória a lembrança de Barbosa Lima Sobrinho. Jornalista que presidiu durante décadas a Associação Brasileira de Imprensa, ele levou para sua atuação os conhecimentos jurídicos adquiridos na Faculdade de Direito do Recife e na prática como advogado e promotor de Justiça. Aquele imortal brasileiro afirmava: “no Brasil só existem dois partidos: o de Tiradentes e o de Joaquim Silvério dos Reis”. Em outras palavras: ou se está a favor ou contra os interesses nacionais. Nunca essa situação ficou tão clara quanto agora.

Ainda vamos demorar muito tempo para entender como se formou, com tanto apoio, um amálgama de entreguismo, quebra da soberania nacional, corrupção, preconceito, autoritarismo, crime organizado, falso moralismo, discriminação social, racial e religiosa.

A cobiça internacional pelas riquezas brasileiras, as campanhas da imprensa golpista, a soldo de interesses inconfessáveis, os preconceitos arraigados num povo que aceitou a escravidão até cinco gerações atrás talvez expliquem parcialmente o fenômeno, mas não inteiramente. 

A subserviência a potências estrangeiras, especialmente aos EUA, é incondicional. Quando o então candidato Bolsonaro se deixou filmar, prestando continência à bandeira americana, em meio a um coro de “Estados Unidos”, não fazia simples jogo de cena. 

Nossas riquezas naturais e empresas estatais são entregues a preço vil. A Petrobras está sendo destruída por uma política de valores suicidas, que faz o nosso parque de refino trabalhar com uma ociosidade de 30%, referente ao que é importado do exterior, queimando divisas, gerando dívida externa, dependência econômica, desemprego e inflação.

A Educação e a Cultura são os alvos permanentes dos que tomaram o poder. Evidencia-se o ódio à Ciência e ao conhecimento, de forma geral.

Os cortes na distribuição gratuita de remédios indispensáveis, de uso contínuo, deixaram mais de 30 milhões de pacientes diabéticos, transplantados e em tratamento do câncer abandonados à beira da morte.

Nada mais nos surpreende. Grandes mandatários mantêm ligações espúrias com bandidos e quadrilheiros. Há milicianos que já receberam comendas e títulos outorgados por órgãos legislativos, dos quais participam vários deles e outros que ali estão eleitos por organizações criminosas. 

Já passou da hora de escolher de que lado se vai estar: se da civilização, da Pátria e do Povo Brasileiro OU se dos interesses internacionais, da barbárie e do crime organizado. Não existe um terceiro caminho.

Ainda com dificuldade, pode-se entender que algumas pessoas se sensibilizem com as notícias falsas, manipuladas a mancheias, com financiamentos escusos e originários de grupos financeiros nacionais e internacionais. Essa tomada de posição, desconhecendo a melhoria de vida porque passava o Povo Brasileiro, provavelmente atingiu uma camada da população menos esclarecida. A essa camada se somaram os bandidos ligados a organizações criminosas, que hoje controlam boa parte do território das grandes cidades, à custa da barbárie, com a cobertura explícita do presidente da República e seus sequazes. Esses percentuais, contudo, não somariam os trinta por cento de aceitação que as pesquisas mostram ainda ter os apoiadores de um governo que visivelmente destrói a economia brasileira, em contubérnio com o crime organizado.

A diferença entre o percentual de votos obtidos por essa quadrilha, na eleição de 2018 e o atual, corresponde aos muitos que já constataram o equívoco, que, aliás, pode ocorrer numa democracia, principalmente nas camadas mais sujeitas à desinformação. 

Já o grande contingente é somente explicado pelo fanatismo religioso de algumas seitas e, ainda, pelos que não querem abrir mão de qualquer privilégio, por mínimo que seja. Os primeiros, porque a lavagem espiritual sofrida nos seus templos lhes retirou a capacidade de raciocinar. Tanto que chegam a tirar fração expressiva de seus salários, que faz falta às necessidades básicas da família, para que seus “líderes” mantenham vida de nababos. Os demais, que difundem e financiam as notícias falsas e assumem seu negacionismo desvairado, influenciando os iletrados, correspondem aos sem caráter, que se incomodam de ver seus filhos estudando nas mesmas escolas que as do filho da empregada, de ver os mais pobres fazendo três refeições por dia, sem precisar comer pés de frango e ossos, de vê-los viajando e consumindo como seres humanos que são. 

Para nós, maçons, não há como aceitar como alguns a que devíamos chamar de irmãos aprovem e até colaborem com o que está acontecendo, maculando a imagem da Maçonaria, construída ao longo do tempo, com muito esforço, dedicação e sacrifício da própria vida, como ocorreu com frei Caneca. 

Por isso, vários grupos de maçons, comprometidos com a defesa do Brasil e dos direitos fundamentais, criaram o Movimento Maçons Pela Democracia, agora formando uma vigorosa frente nacional com os Maçons da Irmandade Progressista.

Não falamos em nome de nenhuma oficina ou potência maçônica e sim, com absoluta convicção, em nome dos princípios que juramos defender.

O que nos guia é uma fé inabalável na Humanidade, na Pátria Brasileira e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, elaborada em 1789 por nossos irmãos e reconhecida como resolução da ONU na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, no dia 10 de dezembro de 1948. Nosso lema é: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Nosso objetivo é ver o Brasil voltar a trilhar os caminhos da Paz e do convívio fraterno entre todos. Essa diretriz, porém, não significa tolerar a prática de crimes ou atos atentatórios à Nação Brasileira, a qual todos pertencemos e amamos.

 “Não convivemos com corruptos ou conspiradores!” – escreveu em nota conjunta a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (COMAB) em março de 2020, que subscrevemos. Agora acrescentamos: não compactuamos com crimes, golpes e ditaduras.

Vamos combater, agora e sempre, sem trégua, com todos os meios legais ao nosso alcance e as forças que dispomos, as ações criminosas perpetradas pelos inimigos da Pátria e da Democracia. 

Conclamamos todos a assinar a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito, elaborada pela USP e a nos unirmos aos que tenham propósitos similares aos nossos, numa postura altiva e pró-ativa, sempre que possível, marcando presença física nos atos chamados pelas forças progressistas e democrática e de comprovado renome. 

Endereço eletrônico para assinaturas:

www.estadodedireitosempre.com

 

Subscrevem a IX Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os maçons: Álvaro Peixoto, Amir Mustafá Saleh, André Cantuária, Antônio Silva Filho, Antônio Teixeira, Arthur Aveline, Daniel Lopes, David Gilmar Braz, Dener Fabrício, Diógenes Neto, Dulce Inês Insfran, Edivaldo Amorim Farias, Edson Rangel, Emanuel Cancella, Everaldo Costa, Fábio Farias, Fernando Silva Ayres Flávio Whatson, Flauzino Antunes, Francisco Soriano, George Torres, Gilberto Palmares, Gilson Gomes, Glauco Eymard, Guaraci Corrêa Porto, Igor Santa Cruz, João Custódio, João Pedro Saboia, José Amaral de Brito, Juca Ribeiro, Lamartine Veiga, Marcelo Lima, Marco Antônio Silva, Maribondo Vinagre, Moroni Vasconcellos, Neemias Freire, Paulo Ramos, Paulo Vicente da Silva, Rafael Baioto, Renato Lopes, Rodrigo Medina Zagni, Sebastião Calvet, Sérgio Abad, Sérgio Baroni, Sérgio Soeiro, Sydney Castro, Vinícius Branco, Unandir Júnior, Vinícius Branco, Wagner Roque e Washington Machado.

domingo, 29 de maio de 2022

Maçons pela Democracia VIII carta ao povo brasileiro!

 

Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=To-9nW9I8SY

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Exigimos respeito à soberania do voto popular! Contra a entrega da Eletrobras e Petrobras!

Os objetivos da Maçonaria são: “Tornar Feliz a Humanidade, pelo Amor, pelo Aperfeiçoamento dos Costumes, pela Igualdade e pelo Respeito à Crença de Cada Um”. Em nossos templos, o Pavimento do Mosaico é composto de quadrados negros e brancos, mostrando a existência dos contrastes, acima dos quais devem pairar nossas ações. 

A Maçonaria tem como princípios a virtude e o amor ao próximo.

Não pode se intitular maçom quem discrimina o outro, os pregadores do ódio e os que se julgam melhores do que seus adversários, a ponto de querer eliminá-los. Não é preciso muito esforço para reconhecer essas condutas nocivas. Todas envolvem a prática de crime, mesmo de forma disfarçada.

Infelizmente, no Brasil, esses criminosos têm proliferado e suas ações crescem em número, gravidade e ousadia. Nada mais nos surpreende. Grandes mandatários mantêm ligações espúrias com bandidos e quadrilheiros. Há milicianos que já receberam comendas e títulos outorgados por órgãos legislativos, dos quais participam vários deles e outros que ali estão eleitos por organizações criminosas. 

Nós nos indignamos ao ver o povo brasileiro sendo violentado a cada decisão governamental que subtrai direitos trabalhistas e previdenciários; corta verbas de educação pública; entrega e dilapida o patrimônio do povo; provoca desemprego; aviltamento salarial; e mais miséria. 

Os cortes na distribuição gratuita de remédios indispensáveis, de uso contínuo, deixaram mais de 30 milhões de pacientes diabéticos, transplantados e em tratamento do câncer abandonados à beira da morte.

Defendemos não apenas o respeito ao meio-ambiente, mas a soberania de nossa floresta amazônica, sempre tão cobiçada pelos interesses das nações (e todas elas se dizem amigas), por razão de sua incalculável riqueza mineral, sua diversidade de fauna, flora e culturas indígenas. 

Combatemos a entrega da Base de Alcântara aos norte-americanos, realizada e mantida pelos golpistas e entreguistas, Temer e Bolsonaro.

Seguindo o verdadeiro patriotismo, aquele comprometido com nosso povo, apontamos as ameaças às populações indígenas por parte das constantes invasões, destruições, incêndios florestais criminosos causados por madeireiros, pecuaristas e garimpeiros sem escrúpulos, incentivados por um genocida. 

Denunciamos o desmonte completo de nossas últimas estatais, empresas lucrativas e eficientes, patrimônio do povo brasileiro, que afeta os trabalhadores. O povo não pode arcar com as variações e os caprichos do capital especulativo, que manipula, artificialmente, os preços para maximizar os lucros, não se importando com o serviço básico.

É importante lutar contra a doação anunciada, através dos ardilosos leilões, praticada pelo governo federal, das estatais estratégicas, lucrativas e de integração nacional, como a Eletrobras, Petrobras e os Correios, a fim de atender aos interesses transnacionais e entregar o Brasil, levando o emprego e a renda para outros países, enquanto os brasileiros ficam sem trabalho. 

O pré-sal, que por lei deve financiar as necessidades em saúde e educação dos brasileiros, está sendo repassado para as multinacionais estrangeiras, deixando para trás somente o ônus ambiental das atividades de extração.

Além de tudo que já foi exposto, nosso povo vem sendo barbarizado, diariamente, pelas milícias, que, encobertas por poderosos, extorquem os pequenos comerciantes e aterrorizam moradores em busca de “taxas de proteção”, influenciando até mesmo a escolha de candidatos em diversas regiões. 

O que mais assusta nesse estado de coisas é a aberta conivência de altas autoridades corroborando para a delinquência dos que veem no Supremo Tribunal Federal (STF) um estorvo para seus crimes. 

No estado do Rio de Janeiro, onde essas nefastas influências são mais sentidas, um deputado infrator recebe o instituto da “graça”, como perdão pela pena de prisão, julgada pelo STF, outorgado pelo presidente da República. 

Para nós, maçons, não há como aceitar que alguns, a quem devamos chamar de irmãos, aprovem e até colaborem com a atual realidade, maculando a imagem da Maçonaria, construída ao longo do tempo, com muito esforço, dedicação e sacrifício da própria vida, como frei Caneca. 

Por isso, vários grupos de maçons, dentre eles os Maçons pela Democracia, comprometidos com a defesa do Brasil, dos direitos fundamentais e do progresso social, reuniram-se no 1º Encontro Nacional da Irmandade Progressista, realizado entre os dias 8 e 10 de abril de 2022, na cidade de São Paulo, formando uma frente brasileira de atuação dos maçons democráticos e progressistas.

Não pretendemos criar nenhuma potência maçônica e falamos em nome dos princípios que juramos defender; o que nos guia é nossa fé na Humanidade, na Pátria Brasileira e na Declaração Universal dos Direitos Humanos – elaborada por irmãos, em 1789 e reconhecida como resolução da ONU, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, no dia 10 de dezembro de 1948. 

Nosso objetivo é que o Brasil seja o berço da hospitalidade, voltando a trilhar os caminhos da paz e do convívio fraterno entre todos. Essa diretriz, porém, não significa jamais tolerar a prática de crimes ou atos atentatórios à Nação Brasileira, a qual todos pertencemos e amamos. 

Vamos combater, sem trégua, com todos os meios legais ao nosso alcance, as ações criminosas perpetradas pelos inimigos da Pátria, da Democracia e do Progresso Social. Não compactuamos com crimes, golpes e ditaduras. 

Convidamos você, irmão maçom consciente, brasileiras e brasileiros, civis e militares, a se mobilizarem em defesa da Soberania Nacional e Popular e a lutarem:

Por Respeito à Soberania do Voto Popular e contra a Entrega da Eletrobras e Petrobras!

Maçons pela Democracia, 20 de maio de 2022

Subscrevem a VIII Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os maçons: Alexandre Franco, Amir Mustafá Saleh, André Cantuária, Antônio Silva, Arthur Aveline, Daniel Lopes, Dener Fabrício, Diógenes Neto, Dulce Inês Insfran, Edson Rangel, Emanuel Cancella, Everaldo Costa, Fábio Farias, George Torres, Gilson Gomes, Francisco Soriano, Gilberto Palmares, Guaraci Corrêa Porto, Igor Santa Cruz, João Custódio, João Pedro Saboia, José Amaral, Juca Ribeiro, Maribondo Vinagre, Moroni Vasconcellos, Neemias Freire, Paulo Ramos, Renato Lopes, Rodrigo Medina Zagni, Sebastião Calvet, Sérgio Abad, Sérgio Baroni, Sydney Castro, Unandir Júnior e Vinícius Branco.

 


segunda-feira, 11 de abril de 2022

 Maçons pela Democracia

VII Declaração ao Povo Brasileiro

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

DITADURA NUNCA MAIS!

Repúdio ao Golpe de 1º de abril de 1964

Não é sem motivos que os maçons recitam, ao iniciar uma sessão, que ali se reúnem para combater a tirania. Aqueles que, violando seus juramentos, defendem tortura, ditadura, matança ou racismo não mantém conosco diferenças políticas, mas de caráter.

Jamais poderia um maçom que honra seu avental nutrir esses ignóbeis sentimentos ou defender qualquer tipo de ditadura.

Essa é a posição do grupo Maçons pela Democracia que falam com base em convicções pessoais sobre o dever cívico de um maçon.

Por isso, declaramos nosso repúdio aos que comemoraram, no dia 31 de março, o golpe militar ocorrido em 1º de abril de 1964. A partir dessa mentira com a data de sua implementação, lançou o Brasil numa sequência de arbítrio, entreguismo de nossas riquezas e supressão de históricos direitos fundamentais. Agora, como é próprio das pessoas indignas, tenta operar uma revisão histórica, que bem poderia ser chamada de apologia ao crime, transformando as atrocidades cometidas em atos necessários à preservação da Democracia.

Em petição dirigida à Justiça, hoje, o MPF ressalta que a nota do Ministério da Defesa demonstra “menoscabo ao Estado Democrático de Direito” e ressalta que “Não condiz com o conteúdo desse princípio o agente público valer-se da função pública exercida para fazer, em canal oficial de comunicação, menções elogiosas ao regime de exceção instalado no País por meio do golpe militar de 1964, que violou, de forma sistemática, direitos humanos, valendo-se, inclusive, da prática de tortura e execuções de pessoas, e que, reconhecidamente, levou à responsabilização do Brasil em âmbito internacional”, completa.

O Presidente da Assembleia Constituinte implantada em 1988, num momento de rara felicidade, após chamar de facínoras os agentes da ditadura, definiu o sentimento que deve nortear os verdadeiros patriotas:

̶  “ÓDIO E NOJO À DITADURA!”

 

Rio de Janeiro, 1 de abril de 2022

Subscrevem a VII Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os maçons: André Cantuária, Arthur Aveline, Dener Coelho, Edson Rangel, Emanuel Cancella, Everaldo Costa, Fábio Farias, Francisco Soriano, Gilson Gomes, Glauber Bella Chau, Guaraci Correa Porto, João Custódio, José Amaral de Brito, Paulo Ramos, Renato Lopes, Sebastião Calvet, Sérgio Abad, Sydney Castro e Vinícius Branco.


sexta-feira, 21 de maio de 2021

 


Em sua VI carta, de 20/05/21 o grupo Maçons pela Democracia pede impeachment de Bolsonaro, justiça para o Jacarezinho e apoia CPI da Covid-19.

Veja o video  desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=xdDVpeuynjA

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

IMPEACHMENT JÁ!

TODO APOIO À CPI DA COVID-19

JUSTIÇA PARA JACAREZINHO

Os irmãos vinculados ao Grupo Maçons pela Democracia reafirmam que não falam em nome de nenhuma loja nem potência maçônica e sim com base em convicções pessoais sobre o dever cívico de um maçom.

O discurso apolítico e antidemocrático é incompatível com os princípios da tríade – Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Por isso, não admitimos a ditadura, os regimes absolutistas e tampouco os preconceitos.

“Não convivemos com corruptos ou conspiradores!” – escreveu em nota conjunta a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (COMAB) em março de 2020, que subscrevemos.

A pandemia da Covid-19, que já ceifou mais de 440 mil vidas de brasileiros, aponta-nos a marca de 700 mil mortos até o fim deste ano. E o Brasil é mundialmente avaliado com o pior desempenho em tratar a doença.

Falta vacina, o único medicamento disponível capaz de evitar a contaminação. Os civis e militares que ocuparam o Ministério da Saúde não usaram, sequer, as verbas que lhes foram destinadas. A atitude, de tão irresponsável, fez com que o ministro Gilmar Mendes os advertissem para que não associassem suas imagens a de um genocídio.

O presidente da República debocha da dor dos mortos e incentiva medidas que só servem para agravar a situação e ainda põe em dúvida que as mortes estejam ocorrendo.

A ministra dos Direitos Humanos ameaçou com prisão, numa reunião ministerial, os governadores que estão cumprindo as determinações da Organização Mundial de Saúde – OMS.

A subserviência a potências estrangeiras, especialmente aos EUA, é incondicional. Quando o então candidato Bolsonaro se deixou filmar, prestando continência à bandeira americana, em meio a um coro de “USA”, não fazia simples jogo de cena. Nossas riquezas naturais e empresas estatais são entregues a preço vil. A Petrobras está sendo destruída por uma política de preços suicida, que faz o nosso parque de refino trabalhar com uma ociosidade de 30%, que são importados do exterior, queimando divisas, gerando dívida externa e dependência econômica.

A engenharia nacional foi desmantelada, podendo-se dizer o mesmo da construção naval, responsáveis por boa parte dos empregos no Brasil. Além dos postos de trabalho suprimidos, são extintos direitos dos trabalhadores, conquistados há mais de 90 anos. É crescente a desigualdade social, acelerada pelo desemprego.

O ministro da Economia, com incontida exacerbação, mostra-se “indignado” porque as pessoas ainda conservam cheias suas geladeiras. Logo em seguida, na mesma reunião ministerial, se vangloria que já havia conseguido “colocar a granada no bolso do inimigo”, que permanece há dois anos sem reajuste. O “inimigo” é o funcionalismo público. Como se entrega a condução da economia de um país a um monstro como esse?

Seu colega do Meio Ambiente sugere que se aproveitem os danos da Covid-19 para “deixar a boiada passar”. A expressão canalha significa liberar as regras, já suaves, que disciplinam a proteção ao meio ambiente. O ex-chefe da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Notícia-Crime denunciando Ricardo Salles por crimes de advocacia administrativa, organização criminosa e obstrução a operações.

A Educação e a Cultura são os alvos permanentes dos que tomaram o poder. Evidencia-se o ódio à Ciência e ao conhecimento, de forma geral.

Chegamos ao ponto de um mandatário confundir sua imagem à do crime organizado e defender, publicamente, as quadrilhas chamadas de “milícias”. A infiltração nefasta dessas quadrilhas se dá em grau intenso no Rio de Janeiro e já atinge outros estados, participando e orientando, inclusive, greves de policiais. O Supremo Tribunal Federal, que tem dado mostras de tentar resistir a essa desgraça, com inquéritos abertos, investigações supervisionadas e decisões corajosas, vai desvendando o véu da cumplicidade para encobrir a sordidez dos crimes. Por isso, enfrenta a virulência de constantes ataques, tendo o ódio como o grande agente catalisador.

Nesses protestos, em que são vistas bandeiras de outros países, pedidos de intervenção militar, manifestações de intolerância religiosa e racismo, é chocante o baixo nível moral e intelectual dos participantes, que sequer sabem pelo que lutam ou o que defendem. Se não forem detidos a tempo, esses golpistas vão transformar instituições prestigiadas num valhacouto de delinquentes, protegendo seus comparsas que estão no poder. Ou se resgata, já, o que resta de Brasil, ou não será possível prever aonde chegará esse ataque sem precedentes à Nação que sonhamos legar aos brasileiros.

Essa é a responsabilidade dos ministros do STF e do sucesso da Comissão Parlamentar que investiga a condução do combate a Covid-19, aos quais hipotecamos total apoio.

Há pouco, a polícia promoveu, na favela do Jacarezinho, uma chacina sem precedentes na história da cidade. A “operação” foi “planejada” em uma reunião a portas fechadas do governador do Rio de Janeiro com o presidente da República, para cumprir vinte e um mandados de prisão. Foi um fracasso retumbante: apenas três foram cumpridos, três dos procurados foram mortos, deixando um saldo de muitos feridos e 28 mortos, inclusive um policial.

Noticia-se que o real objetivo da ação foi intimidar os opositores do governo federal que enfrenta a indefensável apuração de sua negligência e leviandade na condução do combate a Covid-19. Não é difícil reconhecer na ação um afrontoso desrespeito ao STF, que havia proibido esse tipo de procedimento durante a pandemia. Nossa Suprema Corte é acusada por essa escória política, reunida na extrema direita, de ser responsável por tudo de mau
que acontece ao Brasil.

Independentemente da conceituação jurídica de genocídio, a morte está se banalizando. Os grupos de extermínio têm hoje os recursos materiais e a falsa legitimidade do aparato de estado. Da ação de um miliciano que tortura seu próprio enteado à dos agentes que atiram a esmo em pessoas despossuídas, existe a marca indelével de quem fez sua campanha defendendo a tortura e o extermínio de, pelo menos, 30 mil pessoas.

Esses crimes não podem ser separados. Fazem parte de um contexto que, infelizmente, atinge cada vez mais quem faz escolhas e ações erradas, a partir de informações falsas. Segundo Hannah Arendt, “a banalidade do mal é o fenômeno da recusa do caráter humano do homem, alicerçado na negativa da reflexão e na tendência em não assumir a iniciativa própria de seus atos.”

Bolsonaro é o principal obstáculo para se controlar a pandemia e para conter a destruição do Brasil.

Rio de Janeiro, 20 de maio de 2021.

Subscrevem a VI Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética, os mestres maçons: André Cantuária, Antonio Silva Filho, Dener Coelho, Edivaldo Amorim Farias, Emanuel Cancella, Everaldo Costa, Fábio Farias, Francisco Soriano, Gilson Gomes, Guaraci Correa Porto, João Custódio, José Amaral de Brito, Morôni Vasconcellos, Paulo Ramos, Renato Lopes, Sebastião Calvet, Sérgio Abad e Sydney Castro

quinta-feira, 1 de abril de 2021

 

Maçons pela Democracia, 31 de março de 2021

5ª Carta ao Povo Brasileiro

Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Ditadura Nunca Mais!

A Vida Acima de Tudo!

Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=BEj_NGPEfNI


Nós, do grupo “Maçons pela Democracia”, fomos surpreendidos e chocados hoje com uma alucinante nota subscrita pela Associação Nacional Maçônica do Brasil (sic)- ANMB, com o título “Salve, salve, 31 e março” referindo-se ao Golpe Empresarial Militar de 1964 e manifestando “apoio incondicional às Forças Armadas do Brasil, na pessoa do seu comandante geral, o excelentíssimo presidente Jair Messias Bolsonaro” e convocando “a todos os brasileiros que venham às ruas neste 31 de março, que se tornarão (sic) marco mais importante das últimas três décadas da nossa nação” e termina com o slogan da campanha do presidente em 2018: “BRASIL ACIMA DE TUDO E DEUS ACIMA DE TODOS!”.       

O grupo “Maçons pela Democracia” sempre deixou claro que não é filiado nem subordinado a uma Loja ou Potência Maçônica determinada. Pertencemos a diversas potências maçônicas e variadas oficinas, mas falamos em nosso nome. Nossa obediência é aos princípios maçônicos, em sua mais alta expressão, o que nos impõe que, como cidadãos e maçons, não permaneçamos silentes e não venhamos a reagir aos descalabros que ocorrem em nosso Brasil.

É absolutamente inaceitável a iniciativa do grupo Associação Nacional Maçônica no Brasil (Anmb), que divulgou uma nota nesta terça-feira (30) convocando “todos os brasileiros” para um ato neste 31 de março e manifestando “apoio incondicional” a Jair Bolsonaro.

Os princípios básicos das constituições dos países civilizados são pautados pela tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade, cuja origem inconteste está em nossa Ordem Maçônica. Em nossos rituais está insculpida a obrigação de “combater a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros e glorificar o Direito e a Justiça”. Jamais poderia um maçom que honra seu avental defender qualquer tipo de ditadura.

O Pavimento do Mosaico que existe em nossas lojas lembra de forma insistente que estamos acima dos contrastes. A política partidária não tem lugar nas lojas maçônicas, o que está definido em nossos rituais e preceitos.

Como “livre pensador”, o maçom pode ser adepto de qualquer religião ou corrente política, mas tem de respeitar as opções de seus irmãos.Nenhum maçom, individualmente ou em grupo pode falar em nome da Maçonaria. Essa falta de legitimidade torna vã qualquer tentativa nesse sentido, reduzindo-a a uma peça de campanha de baixo nível político e intelectual, que fala em “estado de direito” para justificar uma ditadura.

Para os que ainda não estão cientes, por ignorância ou má-fé, lembramos o documento emitido em março de 2020, pelas potências maçônicas CMSB E COMAB dirigidas às Obediências Maçônicas (Grandes Lojas e Grandes Orientes Estaduais) a elas confederadas, que podem, essas sim, falar em nome da Maçonaria no Brasil.

Para recordar a quem está precisando e confirmar este ponto de vista, transcrevemos abaixo os pontos mais importantes na íntegra.

“As Obediências Maçônicas CMSB e COMAB, percebendo a intensa repercussão nacional dos movimentos sociais e políticos, pertinentes à “mobilização” popular marcada para o dia 15 de março de 2020, orientam a todos os Irmãos a adotar cautela frente às diversas intenções e reivindicações do evento.

A Maçonaria universal e secular vem ao longo dos anos exercendo seu papel de transformação e equilíbrio na sociedade, para que todos alcancem a felicidade.

Destarte, ela, enquanto instituição, não pode e não deve se submeter a nenhuma ordem política partidária ou de governo, ou atos que possam implicar na sua desmoralização e perda de credibilidade. A Maçonaria não pode ser instrumentalizada.

Enquanto parte integrante da Sublime Ordem, as Potências das Grandes Lojas e dos Grandes Orientes Independentes institucionalmente não organizam e nem participam de eventos que possam ser questionados como passíveis de ferir os conceitos democráticos. Em todos os momentos, mister se faz a prudência, a sobriedade e a serenidade.

No nosso país, as instituições democráticas estão plenamente ativas. Existe um sistema de regras, fiscalização e limites à disposição de todos; existe a liberdade de julgar, criticar e expressar; existe a possibilidade de se organizar, se reunir e se mobilizar contra os desmandos e malfeitos.

Logo, é na democracia que aprendemos a conviver com as oposições e os antagonismos. É onde se respeita os pensamentos, as crenças diferentes e a diversidade.

Tais instrumentos devem ser acionados por qualquer cidadão ou grupo associativo, pelas vias legais e normais, alertando a sociedade sobre riscos e perigos, sem, no entanto, defender a eliminação de Poderes Democráticos da República, tão duramente instituídos pelos brasileiros que antecederam as gerações atuais.

Somos uma instituição cuja liberdade é uma das suas tríades - jamais opressora, por isso não admitimos a ditadura, a tirania, os regimes absolutistas, os preconceitos... Não convivemos com corruptos ou conspiradores.

Evento como as mobilizações de rua, com o chamamento da população para ficar atenta aos desdobramentos políticos e econômicos são extremamente positivos e demonstram uma sociedade vigilante e participativa, contudo, tal posicionamento deve se dar espontânea e individualmente.

Não consigo mudar o mundo, nem é esta minha pretensão. Utilizo-me da liberdade Republicana Democrática para indignar-me quando necessário. (Gil Nunes).

Portanto, cada maçom é um cidadão livre que pode e deve atuar segundo suas convicções, preservando o necessário equilíbrio e discernimento, a fim de que se busquem soluções para toda a sociedade, sem fomentar quaisquer dissensões ou divergências que possam levar a divisionismos em geral.

A Maçonaria, em voz única, deixa claro que está ciente das suas responsabilidades, está alerta a todos os movimentos políticos, sociais e de mobilização, se posicionando com veemência na defesa e manutenção das organizações que garantam a vida, a liberdade, o direito de expressão, a pluralidade de ideias e a cidadania, assegurando, assim, o estado democrático de direito existente no Brasil.”

CASSIANO TEIXEIRA DE MORAIS (Secretário Geral da C.M.S.B.) e ARMANDO ASSUMPÇÃO LAURINDO DA SILVA (Presidente da XLVIII Assembléia Ordinária da CMSB e Grão-Mestre da M. R. Grande Loja Maçônica do Distrito Federal”).

Com um fraternal abraço, subscrevem esta V Carta dos Maçons Pela Democracia, em ordem alfabética,os irmãos: Álvaro Peixoto (MI), Antônio Teixeira (MM), Custódio Almeida (MM), Dener Coelho (MM), Emanuel Cancella (MM), Edivaldo Amorim Farias (MM), Enrico Salvatore (MM), Fábio Farias (MM), Fernando Silva Ayres (MI), Flávio Whatson (MM), Francisco Soriano (MI), Gilberto Palmares (MM), Gilson Gomes (MM), Guaraci Correa Porto (MI), João Pedro Saboia (MM), José Amaral de Brito (MI), Sergio Abad (MI) Paulo Ramos (MM) e Sebastião Calvet (MI).  

 

 


sábado, 14 de março de 2020


Maçonaria sobre o 15 de março... “Não convivemos com corruptos ou conspiradores...”.

Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=iQESpFIh1k0


Resultado de imagem para maçonaria

CMSB E COMAB NOTA CONJUNTA:  As Obediências Maçônicas (Grandes Lojas e Grandes Orientes Estaduais) Confederadas à CMSB e COMAB, percebendo a intensa repercussão nacional dos movimentos sociais e políticos, pertinentes a “mobilização” popular, marcada para o dia 15 de março de 2020, orientam a todos os Irmãos a adotar cautela frente às diversas intenções e reivindicações do evento.

A Maçonaria universal e secular vem ao longo dos anos exercendo seu papel de transformação e equilíbrio na sociedade, para que todos alcancem a felicidade. Destarte, ela, enquanto instituição, não pode e não deve se submeter a nenhuma ordem política partidária ou de governo, ou atos que possam implicar na sua desmoralização e perda de credibilidade. A Maçonaria não pode ser instrumentalizada.

 Enquanto parte integrante da Sublime Ordem, as Potências das Grandes Lojas e dos Grandes Orientes Independentes, institucionalmente não organizam e nem participam de eventos que possam ser questionados como passíveis de ferir os conceitos democráticos. Em todos os momentosmister se faz a prudência, a sobriedade ea serenidade.

No nosso país as instituições democráticas estão plenamente ativas. Existe um sistema de regras, fiscalização e limites à disposição de todos; existe a liberdade de julgar, criticar e expressar; existe a possibilidade de se organizar, se reunir ese mobilizar contra os desmandos e malfeitos.

Logo, é na democracia que aprendemos a conviver com as oposições e antagonismos. É onde se respeita os pensamentos, as crenças diferentes e a diversidade. Tais instrumentos devem ser acionados por qualquer cidadão ou grupo associativo, pelas vias legais e normais, alertando a sociedade sobre riscos e perigos, sem, no entanto, defender a eliminação de Poderes Democráticos da República, tão duramente instituídos pelos brasileiros que antecederam as gerações atuais.

Somos uma instituição cuja liberdade é uma das suas tríades - jamais opressora, por isso não admitimos a ditadura, a tirania, os regimes absolutistas, os preconceitos...

Não convivemos com corruptos ou conspiradores. Evento como as mobilizações de rua, com o chamamento da população para ficar atenta aos desdobramentos políticos e econômicos são extremamente positivos e demonstram uma sociedade vigilante e participativa, contudo, tal posicionamento deve se dar espontânea e individualmente.

“Não consigo mudar o mundo, nem é esta minha pretensão. Utilizo-me da liberdade Republicana Democrática para indignar-me quando necessário.”(Gil Nunes)

Portanto, cada maçom é um cidadão livre que pode e deve atuar segundo suas convicções, preservando o necessário equilíbrio e discernimento, afim de que se busquem soluções para toda a sociedade, sem fomentar quaisquer dissensões ou divergências que possam levar a divisionismos em geral.

A Maçonaria, em voz única, deixa claro que está ciente das suas responsabilidades, está alerta a todos os movimentos políticos, sociais e de mobilização, se posicionando com veemência na defesa e manutençãodas organizações que garantam a vida, a liberdade, o direito de expressão, a pluralidade de ideias e a cidadania, assegurando, assim, o estado democrático de direito existente no Brasil.


Cassiano Teixeira  de Morais  - Secretário Geral da C.M.S.B
Armando Assumpção Laurindo da Silva – pres. Da XLVIII AGO da CMSB Grão mestrado da Grande Loja maçônica do DF.

Assinam os mestres maçons: Antônio Teixeira, Custódio de Carvalho, Dener Fabrício, Emanuel Cacella, Flávio Watson, Francisco Soriano, Gilberto Melo, Gilberto Palmares, Gilson Gomes, Paulo Ramos, Sérgio Abade e Vinícius Branco.

Rio de Janeiro, 13 de março de 2020.